Ébola: Pnud ajuda a coordenar pagamentos a profissionais de saúde

1 dezembro 2014

Agência da ONU está a trabalhar com autoridades em Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa para garantir que milhares de funcionários de centros de tratamento, laboratórios e coveiros recebam salários.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, está a reforçar a luta contra o ébola num trabalho em conjunto com autoridades da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa.

O Pnud está a coordenar com os governos o pagamento de salários a milhares de funcionários de centros de tratamento, técnicos de laboratório e equipas responsáveis pelo enterro das vítimas.

Sustento

A chefe do Pnud, Helen Clark, declarou esta segunda-feira que o sucesso na resposta ao surto depende das mulheres e dos homens que estão a arriscar as suas vidas a lutar contra a doença.

Assim, Clark destaca ser crucial que os profissionais recebam seus salários de maneira adequada, para que possam sustentar suas famílias. O Pnud reconhece o compromisso de autoridades nacionais em liderar a resposta ao surto.

Sistemas

A agência também trabalha em conjunto com a Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, a rastrear salários e melhorar os sistemas de pagamentos aos funcionários.

O Pnud explica que o objetivo vai além de apoiar os governos responsáveis por garantir os salários. Outra meta é criar sistemas que ampliem o acesso a serviços financeiros mesmo após o fim da crise de ébola.

Assim, será possível aumentar a criação de mercados, melhorar a redução da pobreza e a resiliência, impulsionar o crescimento económico e a recuperação do setor e ajudar no desenvolvimento da renda de pessoas com baixos salários.

Futuro

Em Serra Leoa, os assistentes técnicos do Pnud estão a ajudar o governo a entregar o pagamento de novembro para mais de 12 mil pessoas que trabalham na resposta ao ébola. Na Guiné Conacri e na Libéria, estão a ser checadas as listas de funcionários e a ser melhorado o sistema de pagamentos existente.

Além dessa resposta imediata, o Pnud está a ajudar nos pagamentos de previdência social a comunidades vulneráveis afetadas pelo surto, em especial sobreviventes do ébola e famílias das vítimas.

A agência destaca que o impacto sócioeconómico da emergência médica causada pelo ébola será sentido por muito tempo mesmo depois que a crise for encerrada.

 

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