Ébola: ONU reporta avanços em metas, mas alerta para potencial agravamento

1 dezembro 2014

Segundo enviado especial da ONU sobre ebola, alvo de 70% de enterros seguros e de tratamento foi alcançado na maioria dos casos, mas ainda há areas que precisam melhorar; chefe da Missão das Nações Unidas de Combate ao Ébola, Anthony Banbury, diz que o objetivo de conter aumento do surto até 1 de dezembro foi cumprido.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A situação do ébola pode piorar de forma inesperada, advertiu esta segunda-feira o enviado especial do secretário-geral da ONU sobre o Ébola.

David Nabarro fez as declarações a jornalistas em Freetown, na Serra Leoa, no fim do prazo prevendo 70% dos casos isolados e 70% dos mortos enterrados com segurança em 60 dias. Nabarro afirmou que a meta foi alcançada em até mais do que 70% em alguns casos, mas há outras áreas que precisam melhorar na Serra Leoa.

Evolução

Para Nabarro, “agora mais do que nunca” as respostas ao surto devem ser ajustadas à sua evolução. A ONU aponta para 16203 casos e 6943 mortes em oito países, sendo os mais afetados a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri.

O responsável confirmou que mais 70% dos mortos de ébola foram enterrados em segurança. Ele frisou que, em cada vez mais áreas, o tratamento de doentes ultrapassa os 70%  e que mais pessoas são tratadas em maior número de locais.

Resposta

Na ocasião, o chefe da Missão de Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, declarou que que a resposta global teve sucesso, e que todos os envolvidos foram extremamente bem-sucedidos no controlo da crise.  Mas Anthony Banbury também lembrou que há áreas que ainda precisam avançar no combate ao surto.

Segundo ele, uma notícia positiva, seria que a estimativa de 1 milhão de casos de contaminação não se materializou.

Previsões

Anthony Banburry explicou que quando a Unmeer foi criada havia 5 mil novos casos mensais, e que agora são registados menos de 500. Na altura do envio da missão à região, as previsões até 1 de dezembro, feitas com os melhores epidemiologistas, apontavam para mais 10 mil novos casos semanais nos três países. Neste momento, a taxa está em menos de 10% desse número.

A Unmeer afirma que onde é a alta intensidade de transmissão a ênfase deve ser dada à mobilização da comunidade mas também aos centros de tratamento, aos enterros seguros e aos serviços essenciais para os que precisam. Conforme salientou, todos os elementos são necessários quando o surto é maior do que a resposta.

Distritos

O responsável disse ainda que a intensidade das transmissões e o número de novos infetados pela doença continuam a variar grandemente a cada dia, baixando em alguns distritos e aumentando noutros.

Sobre o desenvolvimento de uma vacina, Nabarro disse haver esforços intensos. Ele sublinhou que deve haver condições, além do tratamento do ébola nos centros, destacando a necessidade de recuperação de sociedades afetadas e a sua renovação.

O apelo foi para que haja vigilância até o fim do ébola, e que seja evitado o retorno de casos nas áreas livres da doença.

Contaminação

A convicção é que o fim do surto ocorra quando se permitir que todos os infetados tenham menor possibilidade de alastrar o problema e prevenir-se a contaminação das outras.

Com o ajuste da resposta ao surto, Nabarro disse que a ênfase muda para que maior foco esteja em encontrar locais ou pessoas com ébola, rastrear as pessoas com quem tiveram contacto e assegurar que estas tenham o apoio e tratamento necessários.

 

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