Chefe da FAO destaca relação de migração com desenvolvimento rural
BR

28 novembro 2014

José Graziano da Silva diz que se países do Mediterrâneio quiserem frear a onda de migração forçada e sofrimento humano, eles devem tornar agricultura  o centro de sua cooperação regional; chefe da FAO também quer mais atenção à juventude.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Melhorar as políticas de cooperação entre países no setor agrícola e de desenvolvimento rural pode ser a chave para ajudar a conter os movimentos de migração forçada no Mediterrâneo.

A proposta foi feita nesta sexta-feira em Roma pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Pesca

De acordo com José Graziano da Silva é preciso investir pesado nas populações camponesas especialmente a juventude.

O chefe da FAO discursou na Conferência Euro-Mediterrânea sobre Agricultura, em Palermo, na Itália. Para Graziano da Silva, os jovens devem ter mais incentivo para participar de atividades como por exemplo: a lavoura, a pesca e aquicultura em suas próprias comunidades.

O aumento de oportunidades no setor agrário deve estar no centro de estratégias de combate à pobreza e de promoção do desenvolvimento.

Estruturas

O diretor-geral da agência da ONU lembrou que a migração de jovens, principalmente homens tem causado um abismo nas estruturas de comunidades rurais.  O fenômeno ainda coloca pressão sobre as mulheres, crianças e idosos que geralmente permanecem em suas comunidades enquanto os homens saem à procura de oportunidades.

José Graziano da Silva defende que novas chances no agronegócio para camponeses jovens ajudarão a melhorar o sustento de agricultores em suas próprias comunidades rurais.

Graziano da Silva lembrou de fatores como mudança climática, degradação ambiental e a escassez de terra e água em iniciativas de cooperação regional.

Para ele, a migração forçada é resultado do medo, do desespero e da fome.

Ao mencionar um naufrágio, ocorrido no ano passado perto da ilha italiana de Lampedusa, e que matou centenas de migrantes, Graziano da Silva lembrou as palavras do papa Francisco e disse que é preciso evitar que o Mediterrâneo seja transformado num “vasto cemitério.”

 

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