Relatores da ONU pedem a Obama que apoie divulgação de documento da CIA
BR

26 novembro 2014

Especialistas em direitos humanos dizem que relatório sobre práticas de interrogatório da Agência Central de Inteligência pode ajudar vítimas de tortura; resultado da análise feita pelo Senado ainda não foi divulgada.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Um grupo das Nações Unidas de especialistas em direitos humanos fez nesta quarta-feira um apelo ao presidente dos Estados Unidos, para que apoie totalmente a divulgação de um relatório sobre os trabalhos da Agência Central de Inteligência, CIA.

A análise sobre práticas de interrogatório foi feita pelo Comitê de Inteligência do Senado americano, num trabalho que durou quatro anos. Em abril, foi aprovada a divulgação da pesquisa ao público, mas até agora, o documento ainda não foi liberado, devido a exigências que estariam sido feitas pela CIA.

Credibilidade

Para os relatores da ONU, a decisão de Barack Obama em apoiar a divulgação do relatório será “acompanhada de perto por vítimas de tortura e por outros países”.

Os especialistas acreditam que o relatório sobre metódos de interrogatório poderá gerar “consequências para as vítimas de violações de direitos humanos em todo o mundo e para a credibilidade dos Estados Unidos.”

Verdade

Na carta divulgada pelos relatores, é mencionado que o presidente encerrou o programa de interrogatórios da CIA logo que tomou posse. Os relatores reconhecem Obama como chefe de Estado de um país “que ajudou a criar a Convenção contra a Tortura” e como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

Por isso, eles esperam que o presidente americano “reconheça a natureza histórica de sua decisão e fique ao lado daqueles que lutam para revelar a verdade e para levar um fim aos casos de tortura”.

A carta enviada a Barack Obama é assinada pelo relator sobre detenções arbitrárias, Mads Andenas; pelo relator sobre promoção da verdade e da justiça, Pablo de Greiff; pelo relator do grupo de trabalho sobre desaparecimentos forçados, Ariel Dulitzky;  pelo relator sobre execuções extrajudiciais, Christof Heynes; pelo relator para a promoção do direito à liberdade de expressão, David Kaye; pela relatora sobre independência de juízes e advogados, Gabriela Knaul e pelo relator sobre tortura, Juan E. Méndez.

 

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