Enviado chama atenção para sanções contra apoiantes de rebeldes na RD Congo

24 novembro 2014

Representante do secretário-geral alerta para agravamento da segurança no leste; Monusco deteve mais de 200 pessoas em operações recentes efetuadas com a polícia congolesa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos exortou ao desmantelamento permanente dos grupos armados rebeldes ativos no leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

Em nota, publicada esta segunda-feira, Said Djinnit advertiu para possíveis sanções aos seus apoiantes. O pronunciamento destaca que a situação de segurança na região congolesa está a agravar-se. A Missão das Nações Unidas no país, Monusco reforçou a sua presença na capital da província de Kivu do Norte, em resposta a novos ataques contra civis ocorridos este fim de semana.

Cooperação

O responsável expressou o seu total apoio a uma maior cooperação entre a Monusco e o exército congolês em ações contra os rebeldes.

Mas Said Djinnit aponta para uma tendência de aumento de massacres na área de Beni. A violência entre grupos armados na cidade também envolve rebeldes com base no vizinho Uganda, referem as Nações Unidas.

A organização aponta para o deteriorar da situação na cidade do Kivu do Norte nas últimas semanas. Uma onda de ataques culminou com mais de 100 mortos no início deste mês. A maioria eram mulheres e crianças.

Responsáveis

Após condenar com veemência os massacres, o responsável exortou as autoridades locais a prosseguir os esforços para deter e processar os responsáveis.

Mais de 200 pessoas foram presas em operações realizadas, desde o princípio de novembro, pela Polícia Nacional e pelas forças policiais da Missão da ONU na RD Congo, Monusco.

Durante o período, as forças de missão operação também intensificaram as suas patrulhas na região destacada por considerados altos níveis da ameaça aos civis.

Proteção

Em outubro, o chefe da Monusco, sublinhou a necessidade do que chamou de uma resposta pró-ativa e não reativa para o combate aos grupos rebeldes do país e para impulsionar a proteção dos civis.

No Conselho de Segurança, Martin Kobler disse que o agravamento da situação na área de Beni e seus arredores requer uma ação decisiva para neutralizar todas as forças negativas, sob direção dos líderes regionais e do órgão da ONU.

Para Djinnit, a continuação desses grupos contribui para perpetuar a desconfiança. Conforme frisou, neste momento a expectativa é que as nações dos Grandes Lagos ponham de lado as "suas diferenças e tragédias do passado para construir um futuro pacífico e próspero comum."

 

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