Sudão do Sul: vice-chefe do Ocha pede paz e aumento da operação humanitária

21 novembro 2014

Secretária-geral assistente da ONU para Assuntos Humanitários concluiu visita de três dias ao país africano nesta sexta-feira.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A secretária-geral assistente da ONU para Assuntos Humanitários, Kyung-wha Kang, concluiu sua viagem de três dias ao Sudão do Sul nesta sexta-feira.

Ela pediu a todos os envolvidos no conflito que respeitem os compromissos de cessar-fogo e apelou à comunidade internacional que continue a fornecer apoio para permitir o aumento de operações humanitárias.

Operações

Segundo o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, o conflito de um ano tem sido brutal. Mais de 1,9 milhão de pessoas fugiram de suas casas. Cerca de 100 mil buscaram refúgio em bases da ONU.

Segundo Kang, “o nível de violência experimentado pelos civis no Sudão do Sul tem sido arrasador” e “a escala das necessidades é enorme”.

Ela declarou ainda que “não importa o quanto as operações aumentem, nunca será suficiente se o conflito continuar a destruir vidas e meios de subsistência” e que “todas as partes do conflito devem mostrar liderança e levar paz ao país”.

Durante a visita, a representante da ONU visitou comunidades afetadas pela crise em Juba e no estado de Jonglei. Ela se reuniu com representantes do governo e parceiros humanitários para discutir formas de melhorar o acesso e fortalecer a proteção de civis.

Assistência humanitária

De acordo com o Ocha, a situação para os trabalhadores humanitários é “extremamente difícil” e eles enfrentam hostilidades, dificuldades de acesso e logística e ameaças a suas próprias vidas.

Apesar disso, o Ocha afirma que agências humanitárias das Nações Unidas e instituições parceiras levaram assistência a mais de 3,5 milhões de pessoas este ano, ajudaram a prevenir fome e controlaram um surto de cólera.

No entanto, a estimativa é de que o número de pessoas com “insegurança alimentar grave” suba para 2,5 milhões no início de 2015. Agências humanitárias estão pedindo US$ 600 milhões até fevereiro para começar as operações do próximo ano.

 

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