Ban pede a líderes israelita e palestiniano posição contrária aos extremistas

21 novembro 2014

Secretário-geral chama atenção para consequência de evolução dos choques para um conflito religioso; Ban quer reversão urgente do que chamou de perigosa espiral descendente da violência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU manteve conversas telefónicas separadas com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, esta quinta-feira.

Em nota emitida pela organização, Ban Ki-moon considerou o momento delicado e perigoso tendo pedido coragem e responsabilidade aos dois líderes para que tomem uma posição "que pode ser contrária aos extremistas no seu círculo interno."

Ataque

Durante o diálogo, o chefe da ONU expressou choque com o ataque de terça-feira a uma sinagoga em Jerusalém Ocidental.

De acordo com agências de notícias, quatro rabinos e um polícia morreram no local após a ação de dois palestinianos munidos de uma arma, facas e cutelos. Os invasores foram mortos a tiros.

O secretário-geral disse estar extremamente alarmado com o recrudescimento da violência nas últimas semanas, tendo pedido a reversão urgente do que chamou de perigosa espiral descendente.

Compromissos

Ban disse ainda que espera que as medidas de confiança e os compromissos recentemente anunciados por ambos os lados para manter a situação atual em relação aos locais sagrados sejam traduzidos na redução das tensões.

Na reunião do último dia 14, na capital da Jordânia, Amã, Israel prometeu permitir  o acesso de homens  à Esplanada das Mesquistas ou Monte do Templo em Jeruslém,  após meses de restrições.  De acordo com agências de notícias as restrições impostas somente a muçulmanos do sexo masculino foram impostas após uma onda de tensão entre israelitas e palestinianos.

Ban destaca que sem as medidas acordadas, os choques entre ambos os lados podem transformar-se rapidamente num conflito religioso.