ONU alerta que quase mil pessoas morreram desde setembro na Ucrânia
BR

20 novembro 2014

Relatório do Escritório de Direitos Humanos afirmou que as violações das leis internacionais continuam na região leste do país; alto comissário Zeid Al Hussein disse que mulheres, crianças e minorias sofrem as consequências do impasse político ucraniano.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que quase mil pessoas foram assassinadas na Ucrânia desde o início do cessar-fogo implementado no início de setembro. A iniciativa faz parte de um esforço para acabar com a violência entre grupos armados rebeldes e o governo.

Segundo relatório divulgado esta quinta-feira pelo Escritório de Direitos Humanos, as violações das leis de direitos humanos e humanitária internacionais continuam ocorrendo na região leste do país.

Mulheres e Crianças

A situação é mais crítica em Donetsk e em Luhansk com a quebra total da lei e da ordem e o surgimento de sistemas de governo paralelo.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein disse que “civis, incluindo mulheres, crianças, minorias e uma variedade de indivíduos e grupos vulneráveis continuam sofrendo as consequências do impasse político ucraniano”.

Zeid explicou que com uma média de 13 mortes diárias causadas por confrontos ou bombardeios, o respeito pelo cessar-fogo na região foi “na melhor das hipóteses esporádico”.

Tortura e Execuções

O relatório do Escritório de Direitos Humanos foi o sétimo preparado sobre a situação no país. Entre setembro e novembro deste ano, o número de ucranianos que fugiram da área de conflito aumentou de 275 mil para quase 467 mil.

O documento cita abusos dos direitos humanos cometidos por grupos armados que incluem tortura, prisão arbitrária, execuções sumárias, trabalho forçado e violência sexual.

Ao mesmo tempo, existem alegações sobre o uso de bombas de fragmentação tanto em áreas urbanas como rurais. Os especialistas pediram uma investigação urgente e completa sobre todas as acusações, como também sobre as violações das leis internacionais.

O alto comissário da ONU afirmou que “todas as partes precisam fazer um esforço muito maior para resolver a crise de forma pacífica e de acordo com as leis e normas internacionais de direitos humanos”.

 

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