Unaids quer ação imediata para acabar com ameaça da aids até 2030
BR

18 novembro 2014

Relatório do Programa Conjunto da ONU disse que iniciativa pode evitar 28 milhões de casos e 21 milhões de mortes pelos próximos 16 anos; Brasil está entre os 30 países que concentram 89% das infecções.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, afirmou que se a comunidade internacional adotar uma ação acelerada contra a doença pelos próximos cinco anos será possível acabar com a ameaça da Aids até 2030.

Segundo relatório divulgado esta terça-feira, a decisão pode evitar cerca de 28 milhões de novas infecções e 21 milhões de mortes relacionadas com o HIV pelos próximos 16 anos.

Metas 

O objetivo até 2020 inclui a meta chamada 90-90-90. A ideia é que até lá, 90% das pessoas com o HIV saibam de sua condição, que 90% dos que sabem que são soropositivos estejam sendo tratados e, finalmente, ter 90% dos pacientes usando o coquetel de drogas para combater a infecção.

Em 2013, cerca de 35 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo e outros 2,1 milhões foram infectadas pelo vírus. Neste mesmo período, 1,5 milhão de pessoas morreram por causa da doença.

Até junho deste ano, o Unaids acredita que 13,6 milhões tiveram acesso aos remédios para combater a Aids, bem perto da meta de 15 milhões a ser alcançada até 2015, mas longe do objetivos dos 90%.

O Programa Conjunto da ONU tem como objetivo também reduzir o número anual de novas infecções pelo HIV em mais de 75%, para 500 mil até 2020, e alcançar a discriminação zero.

Brasil 

O relatório do Unaids mostra que o Brasil e outros países lusófonos como  Angola e Moçambique, estão entre os 30 países responsáveis por 89% das infecções em todo o mundo. Estados Unidos e Rússia também fazem parte do grupo.

No Brasil, entre 30 e 50% dos adultos estão recebendo o coquetel de remédios. Em relação ao uso de preservativo entre homens que fazem sexo com homens a faixa está entre 50% e 80%, o mesmo índice da Rússia, mas não dos Estados Unidos, onde o uso da camisinha, nestes casos, é inferior a 50%.

Brasil e Estados Unidos não aplicam qualquer restrição de viagem às pessoas com HIV, ao contrário da Rússia.

O Unaids diz que a ação acelerada vai implicar em esforços especiais dos 30 países com o maior número de infecções pelo HIV em todo o mundo.

Entre os pontos principais estão a mobilização de recursos humanos, de parceiros internacionais institucionais e estratégicos bem como de compromissos significativos nacionais e internacionais.

No lançamento do estudo, na Universidade da Califórnia,  o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé, disse que se o mundo investir apenas US$ 3 por dia em cada pessoa com HIV pelos próximos cinco anos, será possível acabar com a epidemia.

Para Sidibé,  cada dólar investido vai produzir um retorno de US$ 15.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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