Violência sexual na RD Congo levanta preocupações do Acnur

18 novembro 2014

Mais de 1,5 mil sobreviventes foram registados na província de Catanga este ano; agência quer maior presença das autoridades e busca de soluções pacíficas para confrontos nas áreas afetadas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A violência sexual continua a levantar sérias preocupações na província de Catanga na República Democrática do Congo, RD Congo.

Entre janeiro e outubro deste ano, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, ajudou 1564 sobreviventes da prática e também fez o encaminhamento das vítimas a médicos e outros parceiros.

Grupos Armados

O período teve mais de 15, 8 mil incidentes que incluem casos de saques, incêndios de casas, extorsão, tortura, trabalho forçado e recrutamento por grupos armados.

A agência destaca a necessidade de aumentar a presença das autoridades civis congolesas nas áreas afetadas e da procura de soluções pacíficas para resolver confrontos intercomunitários. Na província, considerada a mais rica do país em recursos naturais, também atuam as milícias Mai Mai.

Deslocados

A situação humanitária é considerada "catastrófica", na área com cerca de 600 mil deslocados. Somente nos últimos três meses, mais de 71 mil pessoas deixaram as suas casas.

O receio do Acnur é que o número de incidentes agrave os desafios como insegurança e de logística, que venha a obrigar aos monitores de proteção a não se deslocar a algumas áreas.

Em relação à violência sexual, estima-se que vários casos ainda não foram declarados devido à falta de acesso às áreas dos sobreviventes e ao medo. Acredita-se que apenas um numero limitado de vítimas tem acesso a cuidados de saúde, apoio psicossocial e assistência jurídica.

Acesso

A  falta de financiamento e a capacidade limitada dessas agências para apoiar  aos sobreviventes de estupro em Catanga são os principais fatores.

Desde janeiro, o Acnur anunciou ter construído cerca de 1,5 mil abrigos de emergência, mas aponta para mais necessidades que incluem o  acesso a cuidados de saúde, água potável, comida e educação.

 

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