Assembleia Geral faz novo debate sobre reforma do Conselho de Segurança
BR

12 novembro 2014

Sam Kutesa, presidente da Assembleia, afirmou que mais de 100 países estão preocupados com falta de progresso sobre o tema; G-4, grupo que inclui Alemanha, Brasil, Índia e Japão, usou a tribuna para defender as mudanças.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Geral da ONU está debatendo esta quarta-feira a reforma do Conselho de Segurança.

O novo presidente da Assembleia, Sam Kutesa, afirmou que essa é uma das prioridades de seu mandato, que termina em setembro de 2015. Ele lembrou que na Conferência Mundial de 2005, vários líderes expressaram apoio por uma reforma do Conselho.

Preocupação

Kutesa disse que no início da 69ª sessão da Assembleia, em setembro, mais de 100 países membros demonstraram preocupação com a falta de avanços, quase uma década depois da conferência.

O presidente da Assembleia Geral afirmou que desde a criação da ONU, há quase 70 anos, o mundo passou por uma profunda transformação. Ele disse que os desafios se tornaram mais complexos dada a variedade das novas ameaças à paz e à segurança internacionais.

Por isso, Kutesa disse ser necessária uma reforma do Conselho de Segurança para que ele seja mais representativo e eficaz.

Melhor Interesse

Ele afirmou que “é no melhor interesse de todos que os Estados membros adotem as medidas necessárias para reformar o órgão para que se possa preservar seu papel fundamental na manutenção da paz e da segurança internacionais para gerações futuras”.

Kutesa nomeou o embaixador da Jamaica junto à ONU, Courtenay Rattray, para presidir as negociações intergovernamentais sobre a reforma e pediu o apoio de todos para avançar com este processo.

G-4

O G-4, formado por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, discursou na reunião e disse que é importante iniciar a próxima rodada de negociações com um “texto na mesa”.

O grupo afirmou que os países não podem permitir que o processo se torne, mais uma vez, “uma reunião sem decisões”.

O G-4 declarou ainda que está pronto para iniciar negociações reais sobre a reforma do Conselho de Segurança e prometeu apoiar o trabalho do embaixador jamaicano para alcançar esse objetivo.

Alemanha, Brasil, Índia e Japão disseram que há uma visão entre os Estados membros e a sociedade civil de que o Conselho não é capaz de responder de forma satisfatória a crises específicas.

Segundo o G-4, se nada for feito corre-se o risco de trazer descrédito e erosão à autoridade das Nações Unidas em uma área central de sua missão, a manutenção da paz e da segurança.

 

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