Chefe de missão preocupado com possibilidade de haver mais vítimas do ébola

11 novembro 2014

Após visitar os países afetados, Anthony Banbury disse que em áreas rurais sem acesso há mais casos e comunidades afetadas; atualização mais recente da Organização Mundial de Saúde aponta pelo menos 13,2 mil casos e 4960 mortes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

É profundamente preocupante que os números de afetados e mortos pelo ébola possam ser mais altos do que os que estão a ser relatados, referiu o chefe da Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer.

Anthony Banbury  fez a declaração  à Rádio ONU, em Nova Iorque, ao regressar da sua terceira viagem à África Ocidental. Espera-se que o representante preste um informe sobre a situação à organização.

Acesso

O responsável expressou alarme com a presença do vírus e da doença mortal em áreas remotas onde ainda não foi possível ter acesso. Conforme citou, à medida que se entra em áreas rurais encontram-se mais casos e comunidades afetadas.

Ao mencionar as  necessidades  para deter o ébola, Banbury apontou aspetos como logística, comunicação, medicina, construção e engenharia. A última atualização da Organização Mundial da Saúde dá conta de mais de 13,2 mil casos e 4960 mortes devido ao ébola.

Distribuição Geográfica

Como Banbury explicou, há necessidade de mais pessoas,  material e financiamento.  Ele mencionou uma evolução do vírus no mês passado com uma distribuição geográfica mais ampla ao frisar que a estratégia de resposta deve refletir essa evolução.

Banbury  advertiu que o apoio não chega em quantidades necessárias, ao pedir  mais do que a comunidade internacional tem vindo a conceder.

Entretanto, o reponsável declarou-se  encorajado pela  resiliência das comunidades e pela forma como em cada vez maior número estas tomam medidas de proteção.

Conforme o chefe da Unmeer, as pessoas entendem cada vez mais os riscos do ébola e estão a tomar medidas para se proteger a nível familiar e comunitário.

Gestor de Crises

De acordo com Banbury, o papel da Unmeer é de uma espécie de gestor de crises, ao reunir todas as partes do sistema em conjunto para acabar com o problema o mais rápido possível.

Conforme revelou,  as diferentes agências das Nações Unidas  a atuar no terreno como a OMS, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentação desempenham um trabalho positivo

Considerou também  que a crise é “muito complexa, difícil e perigosa”  ao justificar que requer uma abordagem global e integrada sem lacunas.