ONU saúda intenções de selar acordo para fim do conflito no Sudão do Sul

8 novembro 2014

Nota do secretário-geral destaca possibilidade de um pacto nos próximos 15 dias; Ban propõe às  partes que cumpram o compromisso e estabeleçam um diálogo significativo.

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas felicitou às partes do conflito sul-sudanês pela intenção de cessarem imediatamente as hostilidades e chegarem a acordo sobre uma partilha de poder dentro de 15 dias.

Em nota emitida pelo seu porta-voz,  Ban Ki-moon expressa a expectativa de que as partes cumpram o compromisso de paz e estabeleçam um diálogo significativo. A sua expectativa é de  acordo de paz abrangente que  aborde as causas profundas do conflito no Sudão do Sul.

Tensões

O chefe da ONU elogiou as medidas adotadas pelo grupo de Estados africanos que está a trabalhar para o fim das tensões no Sudão do Sul, tendo manifestado a esperança de que a paz retorne rapidamente ao país.

Ban saúda o que chama de postura firme adotada perante o conflito pelos líderes da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad, que sublinha ser do interesse do povo sul-sudanês.

Abrigo

Nos últimos meses, o país foi marcado por ondas de violência incluindo um incidente de fogo cruzado que resultou no ferimento de uma criança nas instalações da ONU na cidade de Bentiu. Antes,  um ataque levou centenas de pessoas a procurar abrigo no aeroporto mais próximo da área do norte.

Cerca de 340 civis pediram abrigo às tropas da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

Conflito

Na declaração, Ban Ki-moon manifesta-se encorajado pelo trabalho realizado pelo grupo de oito nações da África Oriental, que inclui governos do Corno de África, do Vale do Nilo e da Região dos Grandes Lagos.

Em meados de dezembro passado, divergências políticas entre o presidente Salva Kiir e seu antigo vice, Riek Machar, acenderam o conflito que levou à fuga de cerca de 100 mil pessoas para as bases da Unmiss em todo o país.

No total, o conflito deslocou cerca de 1,5 milhão de pessoas e expos outras mais de 7 milhões ao risco de fome e doenças.

 

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