Unicef quer mais equipamentos de proteção individual contra o ébola

10 novembro 2014

Cada profissional de saúde usa entre seis e nove conjuntos para se proteger da contaminação em cada  dia de trabalho ; doença já fez mais de 13, 2 mil infetados e 4960 mortos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, realiza uma consulta global no âmbito de combate ao ébola com a indústria de equipamentos de proteção individual.

O evento a decorrer, esta terça-feira, em Copenhaga, deve reunir 15 fabricantes e parceiros para elaborar previsões e advogar por um fornecimento suficiente dos também chamados EPI.  A Organização Mundial de Saúde, OMS, a ONG Médicos Sem Fronteiras e governos como do Reino Unido e dos Estados Unidos participam do encontro.

 Suspeitos

Para evitar a contaminação cada profissional de saúde pode usar entre 6 a 9 conjuntos de equipamentos de proteção individual  para tratar os casos suspeitos ou confirmados. Mais de 13, 2 mil pessoas foram infetadas e outras 4960 morreram devido à doença que afeta com maior gravidade a Guiné Conacri, a Libéria e a Serra Leoa.

O Unicef garante que vai continuar a fazer tanto o transporte aéreo como os carregamentos do tipo de equipamentos, medicamentos essenciais, equipamentos médicos, lixívia e sabão.

Fornecimento

A diretora de operações, abastecimento e logística global do Unicef disse que a emergência atual é a mais complexa que a agência teve que dar resposta. Shanelle Hall defendeu que o facto exige agilidade no fornecimento e na prestação de serviços.

Nos últimos três meses, a agência já enviou cerca de 3 mil toneladas de suprimentos essenciais para a região. Os produtos incluem equipamento de proteção e medicamentos.

*Apresentação: Denise Costa.