OIM quer maior reforço de capacidades para atender deslocados em Angola

7 novembro 2014

Profissionais de serviços governamentais foram formados para coordenar e gerir acampamentos de deslocados; entidade assume iniciativa regional que também envolve Moçambique.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, formou 25 técnicos angolanos para a coordenação e gestão de acampamentos de deslocados, esta semana, em Luanda.

Até maio, a entidade vai envolver mais angolanos na iniciativa, que conta com um  financiamento norte-americano. Esta semana, foram treinados profissionais de serviços de Proteção Civil e do Ministério de Assistência Social.

Soluções

Falando à Rádio ONU, da capital angolana, a coordenadora de um dos projetos da OIM, Susete Ferreira, defendeu a busca de soluções adequadas para antecipar danos causados pelos desastres.

"Num país onde está a investir-se bastante a nível de infraestruturas, do investimento no setor privado e do ponto de vista da agricultura deve ser reforçada a capacidade para que este investimento não seja perdido em função de um possível desastre natural que se destrua todo este esforço. Há que analisar muito bem as áreas mais propensas aos desastres naturais e tentar escolher as melhores soluções.”

Formações

Uma nova capacitação, a decorrer nas próximas duas semanas, deve envolver os recém-treinados. O objetivo é que estes sejam capazes de criar outras formações a nível locais, incluindo as comunidades.

A OIM destaca o impacto negativo dos "cada vez mais destrutivos" períodos de seca e de inundações recorrentes. Além do deslocamento forçado, os fenómenos destroem bens económicos e meios de subsistência.

Surtos

Os efeitos incluem infraestrutura arrasadas, mortos, feridos e surtos ocasionais de doenças transmitidas com a água ou relacionadas à higiene.

O projeto integra uma iniciativa regional da OIM que envolve os vizinhos Moçambique, Botsuana, Namíbia, Malaui e Zâmbia.

 

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