Guia da OMS sobre práticas de enterro ajudará a reduzir transmissões de ebola
BR

7 novembro 2014

Agência da ONU afirmou que pelo menos 20% dos casos da doença ocorrem quando parentes e amigos tocam o corpo durante cerimônias religiosas; novo protocolo fornece alternativas aos familiares para evitar contato com a vítima.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou um novo guia sobre práticas seguras de enterro para ajudar a controlar o surto de ebola na África Ocidental.

Segundo a OMS, 20% das transmissões da doença ocorrem durante os funerais, quando parentes e amigos tocam e lavam o corpo do morto seguindo tradições religiosas.

Recomendações

O protocolo com 12 recomendações da OMS para áreas afetadas pelo surto mostra, por exemplo, como as famílias devem se preparar para o processo de sepultamento seguro e também como colocar o corpo dentro de um saco plástico.

Para a agência da ONU, é importante a inclusão da família e de religiosos nesse processo.

Um dos principais especialistas em ebola da OMS, o médico Pierre Fomenty, disse que ao se criar um clima de confiança e respeito entre a equipe da ONU, os parentes das vítimas e os grupos religiosos, cria-se também confiança e respeito nas ações de resposta à doença.

O guia foi preparado por um grupo da OMS em parceria com a Cruz Vermelha, organizações religiosas e de ajuda humanitária.

O protocolo determina que as equipes que realizarem os enterros respeitem as tradições das famílias.

Boletim

A Organização Mundial da Saúde divulgou esta sexta-feira o último boletim sobre a situação do surto do ebola. Segundo a OMS, foram registrados até agora 13268 casos da doença e 4960 mortes.

Os casos estão diminuindo em algumas regiões da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa, mas ao mesmo tempo, continuam aumentando em outras áreas desses países.

Ainda nesta sexta-feira, a OMS agradeceu também ao governo australiano pela iniciativa de enviar profissionais de saúde e de contribuir com mais de US$ 20 milhões, o equivalente a mais de R$ 50 milhões, para combater o ebola na África.

 

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