Um ano após tufão, Filipinas segue precisando de ajuda para reconstrução
BR

7 novembro 2014

Pelo menos 6,3 mil morreram com o desastre natural e 4,1 milhões perderam suas casas; deste total, 20 mil ainda vivem em abrigos; Haiyan destruiu 600 centros de saúde, mas apenas metade foi reparada.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Neste 8 de novembro, as Filipinas marcam um ano da passagem do tufão Hayan, que atingiu várias regiões do país. Segundo dados da ONU, pelo menos 6,3 mil pessoas morreram com o desastre natural e 4,1 milhões ficaram desabrigadas.

Esta sexta-feira, em Genebra, várias agências humanitárias fizeram um balanço sobre a situação dos filipinos um ano depois. O porta-voz da Agência da ONU para Refugiados, informou que 20 mil pessoas ainda estão vivendo em abrigos.

Documentação

Adrian Edwards destacou que com o governo filipino, o Acnur conseguiu ajudar mais de 700 mil pessoas, fornecendo cobertores, kits de higiene e lanternas. Foram emitidos cerca de 80 mil documentos, como certidões de nascimento e de casamento e atestados de óbito.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou que o período tem sido difícil. Dos 600 centros de saúde destruídos pelo tufão, apenas metade foi reparada ou está em processo de reforma.

Resiliência

A coordenadora humanitária da ONU nas Filipinas disse que sua equipe forneceu comida a 3,7 milhões de pessoas e ajudou 1 milhão com sistemas de acesso à água.

A brasileira Luiza Carvalho destacou ainda a criação de 4,9 mil espaços temporários de aprendizagem, para que as crianças pudessem ter aulas. Segundo a coordenadora, as agências humanitárias ficaram impressionadas com a resiliência do povo filipino, que apesar da tragédia, agiu de forma coletiva.

 

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