FMI realça aparente boa forma de Portugal após assistência financeira

5 novembro 2014

Crescimento do Produto Interno Bruto deve chegar a 0,8% em 2014; taxa de desemprego deve cair nos dois próximos anos; órgão chama atenção para várias medidas do processo de reformas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, publicou esta quarta-feira o relatório da primeira avaliação feita a Portugal desde que o país saiu do seu programa de resgate, em junho.

O órgão aponta que a recuperação económica observada recentemente tem sido “altamente favorável” para o mercado de trabalho português. A previsão é que este ano, a taxa de desemprego chegue a 14,2%. A reduções devem atingir 13,5% no próximo ano e 13% em 2016.

Crescimento Insuficiente

O relatório aponta para um crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto, PIB em 2014. A tendência de aumento deverá manter-se nos dois anos subsequentes e registar 1,2% e 1,3%.

A médio prazo, a perspetiva de crescimento é considerada insuficiente para abordar de forma decisiva a diminuição do mercado de trabalho.

Mais Energia

Para revigorar o crescimento, o FMI recomenda “mais energia e propósito” para que Portugal resolva alguns “nós de estrangulamento”.

O recente aumento do salário mínimo é considerado prematuro devido ao abrandamento considerável no mercado de trabalho e à ausência de instrumentos de políticas mais eficazes para apoiar trabalhadores de baixa renda.

Por outro lado, o órgão adverte que o processo de reformas continua a ser excessivamente focado em cumprir medidas legais.

No geral, o FMI destaca a aparente boa forma de Portugal. Além do retorno do crescimento económico e da queda do desemprego, cita o registo de excedentes, a redução dos custos de empréstimos e o fim do programa de resgate há três meses.

 

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