Ban acompanha com “grande preocupação” situação em Burquina Fasso

3 novembro 2014

Afirmação foi feita pelo porta-voz do secretário-geral nesta segunda-feira; segundo agências de notícias, a União Africana deu prazo de duas semanas aos militares para entregarem o poder a um governante civil.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU continua a acompanhar com “grande preocupação, a situação em rápida evolução” em Burquina Fasso.

A afirmação foi dada pelo porta-voz de Ban Ki-moon nesta segunda-feira.

Direitos

Segundo Stéphane Dujarric, o chefe da ONU “pediu às autoridades que respeitem os direitos de associação e manifestação pacíficas e protejam o direito à vida e propriedade”.

Ele mencionou que estão sendo feitas consultas entre os militares e partidos de oposição, integrantes da sociedade civil, líderes tradicionais e a comunidade diplomática.

De acordo com o porta-voz, o representante especial do secretário-geral para a África Ocidental, Mohammed Ibn Chambas, está a consultar com líderes regionais e vai retornar a Ouagadougou para continuar a interagir com todas as partes.

Transição

Ban reiterou seu pedido de que todos os envolvidos mostrem “moderação”. Ele disse esperar que o “diálogo em curso resulte em um acordo de transição pacífica para facilitar a restauração da ordem constitucional no país”.

Na última sexta-feira, o presidente Blaise Compaoré anunciou sua renúncia após protestos na capital do país. Ele esteve no cargo por 27 anos.

Segundo agências de notícias, o chefe do Estado-maior anunciou ter assumido as funções de chefe de Estado de acordo com as medidas constitucionais. A violência incluiu incêndio e saques de edifícios governamentais, além da sede da televisão estatal.

Ainda de acordo com agências internacionais, a União Africana deu prazo de duas semanas aos militares para entregarem o poder a um governante civil.

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