Jovens latino-americanos ganham primeiro celular aos 12 anos
BR

3 novembro 2014

Conclusão consta de relatórios lançados pela Cepal e pelo Unicef; documentos dizem que o uso de tecnologias de informação e comunicação, TICs, ajudam crianças e adolescentes a exigir seus direitos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Dois relatórios lançados por órgãos da ONU mostraram que 60% dos adolescentes latino-americanos ganham o primeiro celular aos 12 anos.

Os documentos foram preparados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Direitos

Segundo os especialistas, o uso seguro das chamadas tecnologias de informação e comunicação, TICs, ajudam crianças e adolescentes da região a exigir seus direitos.

A Cepal e o Unicef afirmam que a internet, em particular, tem um impacto direto e indireto nas garantias estabelecidas pela Convenção sobre os Direitos das Crianças.

Entre essas garantias estão as liberdades de expressão, associação e identidade, assim como, o direito à informação.

Em toda a região, o principal acesso das crianças à internet é feito de suas casas seguido das escolas.

Brasil

No Brasil, na Colômbia e no Peru, o maior acesso dos adolescentes acontece nas escolas.

Os relatórios dizem que, quando estão em casa, 40% dos jovens brasileiros entre 9 e 16 anos acessam a internet de um computador localizado na sala, 20% têm computador próprio e 10% têm um laptop.

As lan houses no Brasil são responsáveis por 35% dos acessos à internet, mas esse índice sobre para mais de 60% no México e no Peru.

A Cepal e o Unicef estão propondo uma série de políticas que tem como objetivo o desenvolvimento de crianças e adolescentes e, ao mesmo tempo, minimizar os riscos associados ao uso da internet, como o “cyberbullying”.

De acordo com essas novas práticas, é necessário expandir o acesso das crianças às TICs e encorajar seu uso além do setor educativo, incluindo também a promoção de atividades para identificar possíveis ameaças no sistema.

Os dois órgãos da ONU disseram que a possibilidade de criar seu próprio conteúdo em vários formatos dá a crianças e adolescentes capacidade social e de comunicação e também encoraja a criatividade e a interatividade entre eles.