Luta contra ebola mostra resultados mistos em Serra Leoa
BR

3 novembro 2014

Chefe da Missão da ONU de combate à doença afirmou que situação progrediu na cidade de Kenema; Anthony Banbury afirmou que o caso é diferente em Port Loko, a 200 km de distância, onde o surto continua aumentando.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O chefe da Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ebola, Unmeer, Anthony Banbury, afirmou que a luta contra a doença apresenta resultados mistos em Serra Leoa.

Depois de visitar duas cidades atingidas pela doença durante o fim de semana, Banbury afirmou que os esforços de combate ao vírus estão dando resultado em Kenema, no sudeste do país. Ao mesmo tempo, em Port Loko, a 200 km de distância, ele disse que o surto continua aumentando.

Estratégia

O chefe da Unmeer afirmou que todos “os elementos da estratégia para acabar com o ebola estão sendo implementados com efeito”. Ele explicou que os enterros estão sendo realizados de forma segura, sem contato com os corpos, e está havendo controle das clínicas de tratamento dos doentes.

Além disso, Banbury citou “a mobilização das comunidades” como uma das razões para a queda do número de casos na região.

Segundo ele, há uma excelente instalação de tratamento da Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho, em Kenema.

O enviado especial do secretário-geral disse que agora o local está recebendo pacientes de outras áreas, como por exemplo, de Freetown, a capital do país.

Já em Port Loko, Banbury afirmou que a cidade está sofrendo bastante com o surto. Os centros de atendimento estão lotados.

Ele disse que uma das principais instalações da cidade, com capacidade para 64 leitos, abriga hoje mais de 100 pacientes.

Sobreviventes

O chefe da Unmeer explicou “que é importante expandir a estratégia de combate ao ebola o máximo possível”.

Banbury citou o encontro que teve com sobreviventes em Kenema. Ele disse que “essas pessoas não têm mais nenhum vestígio do vírus e não representam qualquer risco a suas famílias ou comunidades”.

O chefe da Missão contou que também viveu um dos momentos mais sombrios da viagem ao visitar um cemitério, perto do Centro de Tratamento, com nomes e idade das vítimas sepultadas no local.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud