Monusco com mais patrulhas contra grupos armados congoleses em Beni

3 novembro 2014

Operações adicionais incluem rondas noturnas com o exército; chefe da missão elogia pedido de reforços feito pelo presidente Joseph Kabila após visitar a área marcada por massacres que mataram dezenas em outubro.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco, aumentou as operações e realiza patrulhas noturnas com o exército do país na região de Beni.

Em outubro, várias aldeias e arredores da capital do Kivu Norte registaram massacres que fizeram mais de 80 mortos. Grande parte das vítimas era composta por mulheres e crianças.

Pessoas Indefesas

A informação foi confirmada esta segunda-feira pelo chefe da força militar da missão, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, em declarações à Rádio ONU da cidade do leste congolês.

“O problema aqui específico de Beni são grupos criminosos que cometem atrocidades contra pessoas indefesas. Isso acontece em locais e horários inesperados, numa região aqui ao norte (das províncias) dos Kivus e que não é possível prever. Então, todas as tropas têm que fazer a sua participação na sua maneira de agir tanto as policiais como as locais. Também tem que haver um desenvolvimento muito maior de informação.”

Presidente

Neste domingo, o presidente congolês, Joseph Kabila, pediu o reforço de tropas da Monusco após visitar a cidade de Beni.

O chefe da missão, Martin Kobler, saudou o pedido e realçou que as tropas devem ajudar as Forças Armadas congolesas a combater com mais vigor os rebeldes da Aliança das Forças Democráticas, ADF.

Mais Vigor

Num outro comunicado, Kobler disse que os jovens precisam desempenhar um papel decisivo no desenvolvimento do país além de participar ativamente na vida política, económica, social e cultural.

O responsável anunciou a criação de um Fórum da Juventude, que servirá como plataforma para o diálogo entre os jovens congoleses.

Ao referir que o grupo desempenha um grande papel na restauração da paz,  exortou a mobilização dos jovens congoleses, de homens e de mulheres para abordar os desafios que o país enfrenta atualmente.

O chefe da Monusco disse que a energia e a ambição da juventude congolesa vão moldar o futuro do país africano.

 

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