Após seca, cheias na Somália podem piorar crise alimentar

3 novembro 2014

Alerta da FAO destaca que mais de 1 milhão de pessoas necessitam de ajuda com urgência; após uma temporada de chuvas muito fraca, partes do país estão a enfrentar severas cheias.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Após uma temporada muito fraca de chuvas, partes do sul da Somália enfrentam cheias severas. A situação agrava a insegurança alimentar já crítica no país, alertou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A crise de fome de 2011 ainda está presente nas lembranças dos somalis, que agora estão novamente diante de uma crise humanitária. Mais de 1 milhão de pessoas necessitam de assistência com urgência, um aumento de 20% em apenas seis meses.

Cereais

A FAO afirma que outros 2 milhões de somalis enfrentam ameaças à segurança alimentar. Grande parte da agricultura do país é desenvolvida ao longo dos rios Juba e Shebelle, com origem na Etiópia.

Especialistas temem que a água das cheias estraguem as plantações. A última avaliação indica que a cidade de Belet Weyne é a mais gravemente afetada. Ao longo do rio Juba, foram relatadas inundações em Dollow, Jilib e Jamame, com grandes áreas agrícolas atingidas, em especial a produção de cereais.

Desastre

O chefe interino da FAO na Somália, Luca Alinovi, ressaltou a importância de agir agora para evitar a crise de há quatro anos. Entre 2010 e 2012, estima-se que 260 mil pessoas morreram de fome na África Oriental.

As mortes foram resultado da seca severa e da baixa assistência humanitária. A FAO destaca que a resposta rápida é fundamental para prevenir um desastre.

Pescadores

A agência da ONU tem recursos suficientes para atender 35 mil famílias, num total de 210 mil pessoas, durante o Deyer, ou a segunda temporada anual de chuvas.

A ajuda da FAO vai para a redistribuição do gado, vacinas para os animais, assistência aos pescadores e agricultores, e para a entrega de cupões para que 22 mil famílias comprem sementes.

Mas segundo a agência, ainda são necessários US$ 49 milhões para ampliar a assistência a 350 mil pessoas até meados de 2015.

 

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