Sudão do Sul lança campanha contra uso de crianças-soldado no exército

29 outubro 2014

Iniciativa apoiada  pelas Nações Unidas  vai até 2016; governo publica  medidas que incluem punição de comandantes do Spla; estimativas apontam para existência de pelo menos 11 mil crianças no exército e nos rebeldes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Sudão do Sul lançou, esta quarta-feira, a campanha “Crianças, não soldados” com vista ao fim do recrutamento e uso de menores pelo exército. As Nações Unidas apoiam a iniciativa que se estende até 2016.

A guerra civil em curso teria agravado a situação, no país onde estima-se que haja 11 mil crianças nas fileiras das forças governamentais e dos rebeldes.

Exército

A ONU participa na iniciativa com a representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados, Leila Zerrougui, a Missão da organização no Sudão do Sul e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

No lançamento, o ministro sul-sudanês da Defesa e Assuntos dos Veteranos, disse que o governo não vai permitir a participação das crianças no exército.

Kuol Manyang Juuk afirmou ainda que estas “devem aprender a ler e escrever,  não pegar em armas. Ele frisou que a educação vai “tornar o Sudão do Sul melhor como uma nação.”

Violações

Em Julho, Juba adotou formalmente um Plano de Ação com medidas necessárias para um Exército de Libertação do Povo do Sudão livre de crianças-soldado.

O documento, de 18 pontos, prevê pôr fim às graves violações contra crianças à luz das leis internacionais e foi assinado pela primeira vez em 2009.

Mensagens de Rádio

Nas vésperas do lançamento, o governo publicou medidas para punir comandantes do Spla, impedir a atuação infantil, difundir mensagens de rádio e propostas para alterações da lei com sanções para o recrutamento de crianças pelos seus oficiais.

Zerrougui considerou as medidas encorajadoras, mas chamou atenção para a libertação dos menores pelo exército e a responsabilização dos seus recrutadores

O apoio das Nações Unidas inclui ajuda na identificação, verificação e libertação de crianças. Estas devem beneficiar de serviços psicossociais, educação, formação profissional e facilidades para permitir que voltem a viver nas suas comunidades.

 

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