Brics compartilham estratégias contra desnutrição
BR

23 outubro 2014

Representantes dos países falaram na sede da FAO sobre insegurança alimentar, compromisso político e recursos adequados; Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição está marcada para novembro.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A “fome oculta” foi destaque em uma discussão pública sobre nutrição liderada pelos Brics, grupo de países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O encontro ocorreu na sede da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, nesta quarta-feira. A Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, ICN2, está marcada para novembro.

Compromisso Político

Segundo a agência da ONU, representantes dos países enfatizaram que “segurança alimentar e desnutrição só podem ser resolvidos com compromisso político forte e recursos adequados, garantindo que ministérios e atores não-estatais trabalhem juntos de forma coordenada”.

O objetivo do Diálogo dos Brics sobre Nutrição seria aumentar a conscientização e estimular o debate sobre a questão. Ele aconteceu alguns dias após países membros da FAO e da Organização Mundial da Saúde, OMS, chegarem a um acordo sobre uma declaração e um plano de ação que visa a garantir que pessoas em todo o mundo tenham acesso a dietas mais saudáveis. A expectativa é que a conferência internacional em novembro endosse o documento.

O diretor-geral assistente da FAO, Jomo Kwame Sundaram, falou em “três faces da desnutrição”. Elas seriam “o desafio persistente da fome, a ‘fome oculta’, ou deficiência de micronutrientes, minerais ou vitaminas, e doenças crônicas relacionadas à alimentação, frequentemente associadas com obesidade”. Ele destacou a necessidade de compromisso político de alto nível.

Queda

 A FAO afirma que, apesar de ter havido queda “substancial” no número de pessoas passando fome desde 1992, a estimativa é que pelo menos 2 bilhões de pessoas sofram de deficiência de micronutrientes e outras 500 mil sejam obesas.

De acordo com a agência, os representantes do Brasil falaram sobre a  experiência do país e destacaram “as estratégias do programa Fome Zero e seus esforços para estabelecer saúde e nutrição como direitos humanos”.

O representante da Rússia afirmou que “proteção social é um elemento importante para alcançar melhor nutrição para todos”. A China destacou o objetivo do país em permanecer auto-suficiente na produção de alimentos básicos e reafirmou o compromisso de compartilhar tecnologias com países em desenvolvimento.

Os representantes da Índia e da África do Sul também falaram sobre as iniciativas e desafios de seus países.

Segundo a FAO, a declaração e o quadro de ação da ICN2 reconhece que a destrutrição, em todas as suas formas, não só afeta a saúde e o bem-estar das pessoas, como representa um fardo na forma de consequências sociais e econômicas negativas para indivíduos, famílias, comunidades e nações.

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