OMS diz que vacina contra ebola será testada em humanos em 15 dias
BR

21 outubro 2014

Organização Mundial da Saúde espera que resultados da primeira fase saiam já em dezembro; se tudo der certo, produção levaria de seis meses a um ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que começará a testar duas vacinas contra o ebola em seres humanos nos próximos 15 dias.

A diretora-geral assistente da agência da ONU para Sistemas de Saúde e Inovação disse que os resultados dos testes clínicos devem estar disponíveis já em dezembro.

Produção

Marie Paule Kieny contou que os ensaios devem levar entre seis meses a um ano viabilizando assim a produção de uma vacina contra a doença que já matou mais de 4,5 mil pessoas, a maioria na África Ocidental.

A especialista afirmou que a fase inicial deve ajudar a verificar a segurança, a capacidade da resposta imunológica, além de determinar a dose certa.

As vacinas são a Cad3-Zebov, do laboratório britânico GlaxoSmithKline e a Vsvd-Zebov, doada à OMS pela Agência de Saúde Pública do Canadá.

Oxford

O ebola já infectou 9,1 mil pessoas. Os países mais atingidos pelo vírus são Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Os testes clínicos para a vacina Cad3-Zebov estão sendo feitos na cidade britânica de Oxford, nos Estados Unidos e no Mali. Em novembro, ela será testada em laboratórios de Lausanne, na Suíça.

Já as pesquisas da Vsdv-Zebov estão sendo realizadas nos Estados Unidos, na Alemanha, na Suíça, no Gabão e no Quênia. São 250 voluntários para as duas tentativas. Se tudo der certo, a África Ocidental poderá obter a vacina já no início do próximo ano.

Uma vez liberada, a imunização deve priorizar o pessoal da área de saúde, trabalhadores de funerárias que realizam os enterros de vítimas do ebola, parentes e pessoas em contato com os doentes.

A especialista da OMS lembrou que não existe vacina sem efeitos colaterais, mas descartou a hipótese de as pessoas imunizadas adoecerem por causa do ebola. Segundo ela, as “as vacinas não contêm suficiente material genético do vírus”.

* Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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