FAO vai formar professores em educação nutricional em Moçambique

20 outubro 2014

Beneficiários são docentes do ensino primário de dois distritos da província de Tete; representante da agência defende necessidade de inovação na produção.

Ouri Pota da Rádio ONU em Maputo 

Professores moçambicanos participam numa formação sobre nutrição, que inclui temas como índice de massa corporal, importância da alimentação escolar e das hortas para a alimentação dos alunos.

A iniciativa da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, decorre em finais de outubro nos distritos de Changara e Cahora Bassa na província central de Tete.

Crédito

Em conversa com a Rádio ONU em Maputo, o representante da agência em Moçambique, Castro Camarada, disse que o crédito dado ao agricultor não é suficiente.

“Não se pode, de maneira nenhuma, manter-se uma situação de produção para subsistência apenas que se perpetua a pobreza. O sistema tem que evoluir, mas tem que se inovar em vários aspetos, da tecnologia, da investigação, do tipo de apoio que se dá, mecanismos de créditos para apoiar o subsetor, inclusive o seguro, para haver um salto, uma transformação tecnológica que permita aumentar a produtividade nas explorações dos produtores familiares.”

Sementes

Em Moçambique, cerca de 3,2 milhões de pequenos produtores dedicam-se à agricultura, muitas vezes sem recorrer a tecnologias apropriadas. Nas zonas rurais há falta de insumos agrícolas, a maioria dos agricultores não utiliza sementes melhoradas, adubo ou tração animal.

A situação é tida como um desafio para a FAO em Moçambique, segundo o representante.

Distritos

“Estamos a pilotar também uma abordagem para facilitar os insumos agrícolas que é o uso de senhas. Estamos a fazer através de um programa com o ministério de agricultura numa série de distritos no país, em que se atribuem senhas que tem um determinado valor e que permitem que os produtores acedam meios de produção junto de distribuidores desses insumos.”

Um seminário a realizar-se a 6 de novembro em Maputo deve marcar o encerramento das atividades alusivas ao Dia Mundial da Alimentação.

No âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar, assinalado este ano pelas Nações Unidas que visa aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, com foco na erradicação da fome e da pobreza.