Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, exemplos de avanços em África

12 outubro 2014

Raul Cabral afirmou que esses países, assim como outros no continente, demonstraram que é possível avançar apesar dos desafios; representantes da União Africana e da ONU participam da Semana da África até esta sexta-feira na Assembleia Geral.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As eleições da Guiné-Bissau, o processo de paz em Moçambique e o crescimento económico de Angola foram citados como exemplos recentes de avanços em África.

A declaração é do diretor do Escritório do Conselheiro Especial para África na ONU, Raul Cabral.

Momento decisivo

Cabral fez a avaliação durante uma entrevista à Rádio ONU sobre a Semana da África, que começa a partir desta segunda-feira na sede da organização em Nova Iorque.

O especialista que trabalha com o conselheiro especial de Ban Ki-moon e ex-embaixador do Egito, Magde Abdelaziz, acredita que este é um momento decisivo para o continente.

“Na África, temos por exemplo a Guiné-Bissau que acaba de ter eleições, que acaba de ter um governo, um governo promissor, as pessoas estão a acreditar muito mais. Vejamos Moçambique, que vai ter eleições daqui a pouco. Mas que está tudo estruturado e que há um grande entusiasmo na forma como as coisas estão a correr depois da assinatura do entendimento ou do acordo entre as duas partes (Frelimo e Renamo). Vejamos Angola que está a crescer a percentuais abismais, muito altos, e que é candidata ao Conselho de Segurança.”

50 anos

A Semana da África está a ser realizada com uma série de reuniões na Assembleia Geral da ONU incluindo um discussão de alto nível batizada de “África que Queremos.”

Até esta sexta-feira, representantes da União Africana e das Nações Unidas refletirão sobre a Agenda 2063, idealizada pela União Africana e que projeta planos de desenvolvimento para o continente pelos próximos 50 anos.

Cinco dos oito países de língua portuguesa estão na África: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.