Após morte de “Baby Doc”, ONU diz que Haiti tem que seguir investigando
BR

7 outubro 2014

Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que é “essencial” que o processo seja mantido apesar da morte do ex-presidente Jean-Claude Duvalier, no sábado, vítima de um ataque cardíaco.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que é “essencial” a continuação das investigações sobre alegações de violações dos direitos humanos pelo ex-presidente do Haiti, Jean-Claude Duvalier, conhecido como “Baby Doc”.

O porta-voz do órgão, Rupert Colville, disse que “o povo haitiano tem o direito de ver punidos os responsáveis por violações dos direitos humanos”.

Justiça

Colville fez a declaração pouco mais de dois dias após a morte de Duvalier, no Haiti. O ex-presidente haitiano, 63 anos, morreu de um ataque cardíaco.

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos declarou que “é dever da humanidade, lembrar, estabelecer a verdade e garantir justiça para as vítimas”.

Segundo a ONU, grupos de direitos humanos internacionais e do Haiti registraram uma série de violações que incluem tortura, estupros e assassinatos extrajudiciais cometidos entre 1971 e 1986, período em que Duvalier estava no poder.

No início deste ano, o Tribunal de Apelações do Haiti reverteu a decisão de janeiro de 2012 determinando que Duvalier não poderia ser acusado de crimes contra a humanidade durante seu governo.

Razão

A razão apresentada foi a de que o estatuto de limitações já teria expirado.

O porta-voz afirmou que é importante que os responsáveis sejam levados à justiça.

Depois de vários anos no exílio, na França, Jean-Claude Duvalier voltou ao Haiti em 2011. O retorno dele motivou vítimas e organizações da sociedade civil a buscarem justiça pelas irregularidades cometidas durante seus 15 anos de governo.

 

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