Cientistas da OMS iniciam reuniões informais sobre resposta ao ébola

7 outubro 2014

Encontro ocorre um dia após uma enfermeira espanhola ter sido diagnosticada com o vírus; ela tratava de um paciente infectado na Serra Leoa.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Autoridades da Espanha notificaram à Organização Mundial da Saúde, OMS, o primeiro caso confirmado de ébola no país. Trata-se de uma enfermeira que cuidava de um paciente infectado pelo vírus na Serra Leoa.

O paciente havia sido enviado à capital espanhola, Madrid, a 22 de setembro e morreu três dias depois. A OMS informou esta terça-feira que as autoridades do país estão a realizar uma profunda investigação sobre o caso para determinar como se deu a transmissão.

Contacto

Outro objetivo é rastrear as pessoas que tiveram contacto com a enfermeira e a OMS já se dispôs a ajudar o governo espanhol. Segundo agências de notícias, o estado de saúde da profissional é desconhecido. Este é o primeiro caso de contaminação de ébola na Europa.

Também esta terça-feira, a OMS está a realizar uma consulta informal com cientistas sobre controlo e resposta do vírus. Os especialistas estão a revisar, em Genebra, as últimas informações dos países com surto de ébola, como Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri.

Sobreviventes

A agência também está a contar com o apoio de seis sobreviventes do ébola na Libéria, que estão a ajudar no treinamento de profissionais de saúde. O programa é uma parceria da OMS com o Ministério da Saúde. Os sobreviventes explicam aos trabalhadores de saúde o que sentiam quando tinham o vírus e suas necessidades durante a doença.

Entre agosto e outubro, o Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU, Cerf, disponibilizou US$ 3,8 milhões para serviços aéreos nos três países mais afectados pelo ébola. Na Nigéria, nação que também teve casos confirmados, o Cerf enviou US$ 1,4 milhão para resposta no sector de saúde.

 

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