Unesco afirma que destroços de barco não são da caravela Santa Maria
BR

6 outubro 2014

Especialistas da agência da ONU concluíram que embarcação que naufragou perto do Haiti não faz parte da frota de Cristovão Colombo; segundo eles o material encontrado no fundo do mar é de uma época posterior.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou esta segunda-feira que os destroços de uma embarcação que naufragou perto da costa do Haiti não são da caravela Santa Maria.

Os especialistas da agência da ONU disseram, depois de examinar o material encontrado no fundo do mar, que os restos são de uma era posterior à época da caravela.

Provas

O chefe da missão da Unesco, Xavier Nieto Prieto, afirmou que "existem agora provas incontestáveis de que os destroços encontrados são de um período muito mais tarde".

Segundo Prieto, os fixadores de bronze ou de cobre encontrados no local eram técnicas de fabricação de navios utilizadas nos séculos 17 e 18. Antes dessa época, os fixadores eram de ferro ou madeira, como é o caso da caravela de Cristovão Colombo.

Naufrágio

A Santa Maria naufragou na noite de 24 para 25 de dezembro de 1492. Segundo o diário do navegador italiano, os destroços estão numa área muito longe da costa do Haiti para serem da embarcação de Colombo.

A Santa Maria fez parte junto com as caravelas Nina e Pinta da frota de Cristovão Colombo em sua primeira viagem à América.

A Missão da Unesco visitou a região entre 9 e 14 de setembro. Nieto Prieto foi escolhido para comandar o grupo depois que o governo haitiano pediu a agência da ONU que realizasse uma investigação sobre os destroços.

O material foi encontrado no fundo do mar, em maio deste ano, pelo explorador americano Bill Clifford. Na época, ela havia identificado a embarcação como sendo a caravela Santa Maria.

 

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