Falta 1,4 milhão de professores para atingir o ensino básico universal

5 outubro 2014

Défice dos profissionais foi sublinhado por chefes de várias agências das Nações Unidas; mensagem conjunta marca a  20ª. celebração do Dia Mundial do Professor.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O mundo tem um défice de mais de 1,4 milhões de professores para alcançar a educação primária universal até 2015, o segundo dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, ODM.

Mais de 3,4 milhões do tipo de profissionais serão necessários até 2030, de acordo com o Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Oportunidades

No Dia Mundial do Professor, assinalado neste 5 de outubro, chefes de agências da ONU consideram urgente investir nas melhores oportunidades possíveis para milhões de crianças, jovens e adultos do mundo.

Um comunicado conjunto destaca que é uma prioridade capacitar os professores para que estes tenham sucesso. Entre os requisitos estão formação rigorosa, melhores condições de trabalho, treinamento com base na qualidade, desenvolvimento de carreira bem planeado.

A estes junta-se também a necessidade de atrair novos professores e novos talentos, especialmente jovens e mulheres de comunidades sub-representadas.

Resultado

A data é celebrada pelo 20º  ano, com um pedido de um  ensino inovador, inclusivo e focado em resultados para o período pós-2015.  A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, subscreve a declaração juntamente com o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Guy Ryder.

São também assinantes o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef,  Anthony Lake, A administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Helen Clark e o secretário-geral da Internacional da Educação, Fred van Leeuwen, que representa organizações de professores em todo o mundo.

Progresso

De acordo com a Unesco, a escassez global de professores pressionou muitos países para a contratar educadores com pouca ou nenhuma formação. O facto comprometeu o progresso da educação de inúmeras crianças em idade escolar em todo o mundo.

O consenso é que está-se oerante uma “crise de aprendizagem global”, com 250 milhões de crianças que não aprendem o básico. Mais de metade delas passaram quatro anos na escola.

Os chefes de agências também observam que a qualidade do ensino depende de professores que gozam de direitos básicos como a proteção contra a violência, a liberdade académica e a liberdade de aderir a sindicatos independentes.

 

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