Conselho de Segurança deplora decapitação de cidadão britânico pelo Isil

4 outubro 2014

Vídeo atribuído ao grupo reivindica assassinato do trabalhador humanitário Alan Henning; Estados-membros do órgão chama ato de "hediondo e covarde"; declaração separada condena morte de mais de 50 em ataques gémeos na Síria.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Conselho de Segurança condenou o assassinato do trabalhador humanitário britânico Alan Henning que aparece num vídeo publicado, esta sexta-feira, pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

De acordo com agências de notícias, as imagens mostram a vítima a ser degolada por um membro do grupo que teria também ameaçado matar um outro refém americano. Henning, de 47 anos, foi raptado em dezembro após ter integrado um comboio humanitário para a Síria.

Perigos

O órgão considera o ato de “hediondo e covarde” e afirma que lembra os perigos enfrentados, todos os dias, pelo pessoal humanitário voluntário na Síria. O comunicado foi apresentado pela embaixadora da Argentina junto das Nações Unidas, Maria Cristina Perceval, que assumiu a presidência rotativa do Conselho de Segurança.

A diplomata disse que a ação também demonstra, uma vez mais, a brutalidade do Isil, que considera igualmente responsável por milhares de abusos contra populações na Síria e no Iraque. O Conselho apresenta pêsames à família da vítima, ao governo britânico e parentes dos mortos pelo autoproclamado Estado Islâmico.

Esforços

O comunicado realça a necessidade de derrotar o grupo e acabar com  a intolerância, a violência e o ódio . O órgão enfatiza que o “ato bárbaro” não deve intimidar mas encorajar esforços comuns de governos para conter o Isil e outros associados.

O órgão exige a libertação dos reféns do Estado Islâmico e outros associados à Al-Qaeda. Os países-membros sublinham ainda a necessidade de levar os responsáveis pelos crimes à justiça e a cooperação dos Estados com o Reino Unido para que os autores do assassinato prestem contas.

Atentados na Síria

O Conselho de Segurança também condenou “nos termos mais fortes” os atentados gémeos contra um complexo escolar na cidade síria de Homs. As explosões ocorridas na quinta-feira matou mais de 50 pessoas e outras dezenas ficaram feridas, sendo a maioria composta por crianças.

Após expressar condolências às famílias das vítimas e uma rápida recuperação aos feridos, os membros do Conselho recordaram que a escolha de escolas e dos alunos como alvos é uma grave violação do direito internacional humanitário.

Os países-membros reiteram a sua condenação a todas as violações graves e abusos cometidos contra civis, incluindo crianças. Duas resoluções do órgão foram citadas pela representante para exigir a todas as partes que desistam de ataques contra alvos civis.

 

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