No controlo do ébola, PMA fornece assistência alimentar e de saúde

3 outubro 2014

Agência da ONU ampliou área de atuação nos países de África Ocidental mais atingidos pelo surto; subsecretário-geral para o continente destaca que problema vai além da saúde e afeta economia e situação humanitária.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, está a ampliar sua área de atuação nos países afetados pelo ébola. A agência da ONU já forneceu assistência alimentar, como arroz, para mais de 430 mil pessoas afetadas pela crise em Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri.

Mas em parceira com a Missão para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, o PMA está a aumentar sua ajuda e começou a fornecer apoio logístico, aviões, helicópteros, navios, e a construir centros de tratamento de saúde.

Ajuda Humanitária

O Serviço Humanitário Aéreo da ONU operado pelo PMA, abriu um corredor entre Dacar, Accra, Freetown, Monróvia e Conacri para facilitar a chegada rápida de funcionários humanitários ao terreno.

Em entrevista à Rádio ONU, o subsecretário-geral e conselheiro para África, Maged Abdelaziz, declarou que estão a ser recrutados mais voluntários para trabalhar com as comunidades locais.

Campanha

Em Nova Iorque, Abdelaziz explicou que a ONU pode mobilizar apoio, levantar dinheiro e conseguir pessoal para ir aos países afetados pelo ébola.

Segundo o subsecretário-geral, está em andamento uma campanha para recrutar voluntários, e vários funcionários das Nações Unidas já demonstraram interesse em trabalhar para a Unmeer.

Transmissão

Segundo Abdelaziz, a missão precisa de mais US$ 1 mil milhão para seguir com as operações, e destacou que o surto do vírus afeta a saúde, a economia e a situação humanitária em África Ocidental. Mas o conselheiro para África disse que Guiné-Bissau ainda não está a sentir os efeitos.

Nesta sexta-feira, a Missão da ONU para Resposta de Emergência ao ébola explicou que o vírus não pode ser transmitido pelo ar, somente por contacto com fluídos corporais.

A Unmeer especificou também não haver nenhuma evidência sobre uma possível mutação do vírus no sentido de se tornar transmissível por via aérea.

O último boletim da Organização Mundial da Saúde refere para mais de 7,1 mil casos de ébola, sendo que 3338 pessoas morreram.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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