Perspectiva Global Reportagens Humanas

Ban lamenta morte de funcionário da Cruz Vermelha na Ucrânia

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Ban lamenta morte de funcionário da Cruz Vermelha na Ucrânia

Chefe da ONU adverte que novos combates em grande escala podem ser catastrófico; agências noticiosas dizem que malogrado era administrador da entidade e vivia há seis meses em Donetsk.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral expressou tristeza e perturbação com a morte de um funcionário humanitário, após um bombardeamento ocorrido esta quinta-feira próximo da sede da Cruz Vermelha no leste da Ucrânia.

Nesta sexta-feira, agências de notícias informaram que morteiros continuaram a ser lançados no centro de Donetsk, a cidade onde morreu o suíço Laurent Dupasquier. O administrador da entidade, de 38 anos, trabalhava há seis meses na cidade ucraniana controlada por rebeldes.

Aumento de Combates

As agências noticiosas apontam ainda que na quinta-feira foi bombardeada uma escola no leste da Ucrânia, num incidente que resultou na morte de vários civis.

Ban disse estar seriamente preocupado com o aumento de combates e das vítimas civis nos últimos dias.

Ambiente Seguro

Como frisou, os recentes incidentes trágicos ressaltam a fragilidade do actual cessar-fogo e a importância de garantir um ambiente seguro no sudeste da Ucrânia.

Para ele, a medida vai permitir o trabalho de agencias humanitárias e fornecer assistência básica para os que mais precisam.

O secretário-geral disse esperar que os envolvidos cumpram estritamente com os seus compromissos no âmbito do memorando acordado em Minsk em 19 de setembro para garantir um cessar-fogo sustentável.

Ban reitera que sejam urgentemente redobrados os esforços políticos e diplomáticos para o fim dos combates. Como advertiu, o retorno a combates em grande escala pode ser catastrófico para a Ucrânia, para a região e não só.

Com o aproximar do inverno, a Organização Mundial para Migrações, OIM, anunciou que vai alargar o seu apoio a mais 4 mil  deslocados mais vulneráveis na Ucrânia.

A operação vai decorrer em 13 áreas ucranianas que albergam 65% da população dos 300 mil deslocados registados até finais de setembro.