Pesquisas africanas em ciências e matemática dobraram em 10 anos

2 outubro 2014

Apesar do avanço, Banco Mundial ressalta necessidade de mais profissionais do setor; pesquisa em ciência, tecnologia, engenharia e matemática representa apenas 29% dos estudos feitos no continente.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Entre 2003 e 2012, pesquisadores africanos mais do que dobraram a sua produção nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, segundo o Banco Mundial.

Apesar do avanço, o relatório sugere que o ritmo e a qualidade dos trabalhos podem melhorar. Estudos nestes campos representam apenas 29% do total de pesquisas em África, apesar da necessidade de análises sobre energia, transporte e recolha de recursos naturais no continente.

Saúde e Meio Ambiente

O Banco Mundial destaca descobertas recentes sobre petróleo e gás natural em África e aumento do fluxo de investimento estrangeiro direto. Por isso, o órgão questiona se pesquisas nas áreas estão a ser suficientes.

Os especialistas africanos produzem apenas 1% das pesquisas mundiais, mas avançaram na última década com estudos sobre HIV, cancro, mudança climática, agricultura e envelhecimento.

Mais Investimento

O relatório “Uma Década de Desenvolvimento na Pesquisa de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em África Subsaariana” foi divulgado pelo Banco Mundial esta semana.

O órgão destaca que um dos problemas da região é a baixa qualidade da educação básica em ciências e matemática e pouco financiamento internacional com foco nas pesquisas de saúde e de agricultura.

Por outro lado, o Banco Mundial diz que alguns países fizeram progressos, como Uganda, que investiu US$ 3 milhões para ter mais estudantes licenciados em ciências e engenharia.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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