OMS afirma estar ciente do primeiro caso importado do ébola nos EUA

1 outubro 2014

Paciente desenvolveu sintomas cerca de quatro dias depois de ter chegado ao país; agência sublinha que não é pertinente localizar pessoas do mesmo voo comercial usado pelo passageiro.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou esta quarta-feira que está ciente do primeiro caso importado de ébola nos Estados Unidos.

Em nota, divulgada em Genebra, a agência indica tratar-se de um adulto com história de viagem recente à África Ocidental. O paciente desenvolveu  sintomas da doença a 24 de setembro, cerca de quatro dias depois de ter chegado aos EUA.

Contacto 

A OMS disse que não é pertinente localizar o contacto das pessoas do mesmo voo comercial, tendo em conta que ele não apresentou sintomas do ébola durante as deslocações aéreas a partir da África Ocidental.

Neste momento, estão a ser identificados contactos próximos para que sejam acompanhados diariamente por 21 dias, após a sua exposição.

A agência informou que na África Ocidental, a doença já fez 3338 mortes e infetou 7178 pessoas. Os países  afetados são Libéria, Serra Leoa, Guiné Conacri, Senegal e Nigéria.

Isolamento

O  paciente nos EUA procurou atendimento médico no dia 26 de setembro. Dois dias depois, foi internado em isolamento no Hospital Presbiteriano de Texas, em Dallas.

Os testes do vírus deram positivo após o envio das amostras para o laboratório do Centro dos EUA para Controlo e Prevenção de Doenças, CDC, na Geórgia e para um laboratório do Texas.

Entretanto, a OMS anunciou uma consulta a mais de 70 especialista para avaliar as ações de teste e um eventual licenciamento de duas candidatas a vacinas contra o ébola.

Os testes estão a ser realizados em voluntários humanos saudáveis nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá. O objetivo é avaliar a segurança e a propriedade de criar imunidade, além da definição da dose adequada.

A agência considera uma grande prioridade a avaliação acelerada de todas as vacinas contra o ébola com material clínico, “dada a necessidade de saúde pública para as intervenções seguras e eficazes contra a doença.”

 

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