Libéria prevê deficit orçamental de US$ 115 milhões devido ao ébola

1 outubro 2014

Ministério da Agricultura, FAO e PMA embarcam numa missão de duas semanas para tratar os impactos na segurança alimentar; país é o mais afectado pelo surto de ébola, que já matou mais de 3 mil pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O orçamento fiscal da Libéria para 2014 pode ter um deficit de mais de US$ 115 milhões devido ao ébola, dependendo dos impactos da doença.

O vírus está a afetar de forma negativa a segurança alimentar, o comércio e a agricultura do país, que é o mais atingido pelo surto.

Carências

A informação foi dada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, citando declarações do ministro liberiano das Finanças, Amara Konneh.

A agência iniciou uma missão de avaliação rápida sobre segurança alimentar e meios de subsistência na Libéria. O estudo, de duas semanas, visa compreender as necessidades críticas da população para planear ações imediatas de resposta às carências mais urgentes.

Corredor

A iniciativa lançada nesta quarta-feira envolve o Ministério da Agricultura e o Programa Mundial de Alimentação, PMA. Serão abrangidos 15 municípios, como parte dos esforços para mitigar qualquer insegurança alimentar a nível comunitário na sequência do surto.

Na África Ocidental, o número de mortos devido ao ébola já ultrapassou os 3 mil, sendo os países mais afetados a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri. As autoridades senegalesas abriram um corredor aéreo humanitário no sábado para as três nações.

Informação

Já na Serra Leoa, o governo está a realizar uma campanha porta-a-porta com o apoio do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud. Na capital Freetown, a população recebeu informação sobre como prevenir o vírus.

Voluntários visitam comunidades pela cidade, chegando a alcançar até 40 famílias por dia. Segundo o Pnud, cerca de meio milhão de pessoas vulneráveis receberam informações sobre o ébola durante o fim de semana.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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