Crescimento de empregos na Espanha ainda está “incompleto”, diz OIT
BR

30 setembro 2014

Organização Internacional do Trabalho diz que economia do país requer medidas para baixar “taxa crônica de desemprego”; agência da ONU destaca que criação de 200 mil postos de trabalho não foi suficiente.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A economia da Espanha precisa de medidas para impulsionar a criação de postos de trabalho e diminuir a “taxa crônica de desemprego”, segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT.

A agência da ONU lançou um relatório sobre o tema na segunda-feira. A OIT sugere ao governo a criação de um plano de ação que estimule a economia e evite o crescimento do desemprego.

Jovens

O diretor da agência disse ser preciso considerar que a crise econômica mundial está quase no fim. Ainda assim, Guy Ryder afirmou que a crise continua sendo realidade para milhões de espanhois, especialmente os jovens.

Ryder falou que no ritmo atual, possivelmente só em 2023 a Espanha irá recuperar o nível de desemprego observado em 2007. De acordo com a OIT, no segundo trimestre, a taxa de desemprego foi maior que 24%, chegando a ultrapassar 50% entre os jovens. O índice é o segundo maior da Europa, perdendo apenas para a Grécia.

Salários

O relatório da OIT nota também que 60% das pessoas sem trabalho na Espanha continuam desempregadas há mais de um ano e 42% há mais de dois anos.

Para Ryder, a criação de 200 mil empregos no primeiro semestre do ano foi “incompleta”, porque a renda média dos espanhois está 8% menor do que em 2007.

A OIT recomenda também ao governo que estimule a qualidade da criação de postos de trabalho, já que empregos que oferecem baixos salários podem diminuir a produtividade e contribuir para pessoas qualificadas procurarem trabalho em outros países.

 

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