Na ONU, Israel fala em ameaças do Isil e do programa nuclear iraniano
BR

29 setembro 2014

Em discurso na Assembleia Geral, primeiro-ministro cita parceria com nações árabes e diz que paz pode garantir futuro; Netanyahu usou a expressão “novo Oriente Médio”.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.* 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse acreditar na possibilidade de avançar com a paz com o apoio dos vizinhos árabes.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, ele mencionou o que chamou de “islã militante”, e falou do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e o do programa nuclear iraniano.

Novo Oriente Médio

Benjamin Netanyahu afirmou que o velho modelo da paz deve ser atualizado. Ele defendeu que devem ser levadas em conta novas realidades, papéis e responsabilidades para vizinhos árabes.

O primeiro-ministro realçou que há um “novo Oriente Médio” que apresenta novos perigos e oportunidades. Segundo ele, Israel está preparado para trabalhar com parceiros árabes e com a comunidade internacional para confrontar os perigos e aproveitar as oportunidades.

Ao citar os desafios para a região, Netanyahu criticou milícias islâmicas, apontando que os muçulmanos são umas das principais vítimas.

Armas Nucleares

O chefe do governo israelense considerou necessário reconhecer em conjunto a ameaça global do “islã militante”, a importância de desmantelar a capacidade de armas nucleares do Irã e o que classificou como “papel indispensável dos Estados árabes” para avançar a paz com palestinos.

Netanyahu lembrou que no ano passado o mundo estava preocupado com armas nucleares na Síria e com a possibilidade de que estas caíssem nas mãos de terroristas.

Estados Unidos

Ele elogiou o papel do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem atribui “grande crédito” pelo que chamou de “liderança diplomática para desmantelar virtualmente todas as capacidades de armas químicas da Síria”.

Netanyahu disse lamentar cada morte de civis no conflito em Gaza e afirmou que Israel alertou para que eles pudessem evacuar as áreas bombardeadas antes dos ataques.

Ao descrever a ação do que chamou de “Islã militante”, mencionou a necessidade de “remover o câncer” do que considerou “credo de fanáticos para impor a sua ideologia fora dos territórios sobre o seu controle”.

*Apresentação: Laura Gelbert.

 

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