Angola aguarda acertos para enviar apoio à República Centro-Africana

29 setembro 2014

Vice-presidente angolano diz que esforço e colaboração nacionais devem ser definidos pelas Nações Unidas em parceria com o país africano; Angola preside bloco regional dos Grandes Lagos, que agrupa 12 Estados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, disse que o país espera por informações das Nações Unidas para avançar com o seu contributo para o apoio ao processo de paz na República Centro-Africana.

As declarações à Rádio ONU foram feitas, esta segunda-feira, na Assembleia Geral da organização, em Nova Iorque. Angola preside  a Conferência Internacional da Região dos Grande Lagos, Cirgl.

Medida

De acordo com o vice-presidente, um dos destaques da mensagem de Angola à ONU é realçar o papel do país em ações de cooperação para paz e estabilidade no continente.

“Estamos a trabalhar sob a égide das Nações Unidas portanto todo esforço e toda a colaboração que Angola prestar serão sempre nesse quadro. O quanto e em que medida, serão definidos com o general que está a coordenar essas forças por parte das Nações Unidas.”

Estimam-se que milhares de centro-africanos morreram desde dezembro, em confrontos marcados por ataques intercomunitários e com o envolvimento dos grupos anti-Balaka, de maioria cristã, e Séléka de maioria muçulmana.

Desarmamento

O Conselho de Segurança autorizou o envio da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, que desde meados de setembro assumiu as funções da Missão Internacional de Apoio liderada por africanos.

As autoridades centro-africanas defendem que o sucesso da transição envolve as forças de segurança nacionais e etapas como desarmamento, desmobilização e reintegração que exigem grande apoio internacional.

Agenda

“No quadro do nosso papel a nível dos grandes estamos a trabalhar para trabalhar muito seriamente para pacificar todos os países da nossa região. Concretamente, a República Centro-Africana e a questão (da República Democrática do Congo) do Congo Democrático que sãos os dois pontos de agenda prioritários que foram definidos.

As Nações Unidas estimam que milhares de pessoas morreram e 2,2 milhões carecem de auxílio humanitário na República Centro-Africana.

Além de Angola e da República Centro-Africana a Cirgl é composta por Burundi, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

O vice-presidente de Angola também ressaltou as questões da revitalização da ONU, a candidatura de Angola a um assento rotativo no Conselho de Segurança e a promoção do português no mundo assim como o avanço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.

 

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