Países reafirmam compromisso para acabar com a Aids até 2030
BR

26 setembro 2014

Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids fala em reunião “histórica” em Nova York; vice-diretor da agência ressalta que progressos não seriam possíveis sem pioneirismo do Brasil.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, realizou na noite de quinta-feira uma reunião em Nova York onde países reafirmaram o compromisso de acabar com a epidemia até 2030.

Participaram do encontro os presidentes da África do Sul, Gana, Suíça e o secretário de Estado americano, John Kerry. O Unaids espera que o número de novas infecções em adultos caia de 2 milhões para 200 mil até 2030.

Desenvolvimento

Outro objetivo é garantir o fim da discriminação e do estigma contra pacientes com HIV, como explicou à Rádio ONU o vice-diretor do Unaids, Luiz Loures.

“Nós podemos derrubar o vírus. Nós sabemos como combater. Temos o conhecimento, temos as drogas, temos as tecnologias. O que segura hoje o avanço é a discriminação, é a desigualdade e é a pobreza. E é aí que a liga entre o combate à Aids e desenvolvimento passa a ser fundamental. É uma reunião histórica. Mais uma vez é um compromisso, uma reafirmação de que o combate à Aids segue sendo uma prioridade global.”

Sucesso

Segundo Luiz Loures, a Aids continua sendo a principal causa de morte entre mulheres no mundo. O vice-diretor da agência da ONU falou sobre a importância do compromisso político no avanço do combate ao HIV.

O representante do Unaids destacou ainda a importância do pioneirismo brasileiro.

“Essa história começou no Brasil. A história de sucesso em resposta à Aids começou no Brasil. Eu me lembro bem, no começo da epidemia, no meio dos anos 90, quando havia uma negação completa do direito de quem morava na África, na América do Sul, de quem nasceu no (hemisfério) sul de ter o mesmo acesso à tratamento que já existia nos países do norte. Foi o Brasil, como o primeiro país no sul a tratar a Aids, que reverteu esse processo.”

Dados do Unaids afirmam que 2% das novas infecções por HIV no mundo ocorrem no Brasil, mesmo índice dos Estados Unidos. O país com o maior número de novos casos de Aids é a África do Sul, com 16%, seguida pela Nigéria, Uganda e Índia.

 

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