Nações Unidas veem progressos para a abolição da pena de morte
BR

25 setembro 2014

Afirmação foi feita pelo vice-secretário-geral Jan Eliasson, em evento de alto nível sobre o tema; alto comissário para Direitos Humanos destaca que pobres, pessoas com doenças mentais e integrantes de minorias estão entre os executados. 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Na avaliação do vice-secretário-geral da ONU, têm sido alcançados progressos para a abolição da pena de morte. Jan Eliasson fez a declaração num evento de alto nível sobre o tema esta quinta-feira, na sede da organização.

Segundo Eliasson, esses progressos têm sido vistos em todas as regiões e sistemas legais, tradições e religiões do mundo. O vice-secretário-geral ressaltou que o direito à vida simboliza todos os princípios das Nações Unidas.

Injustiça

Eliasson citou casos de indivíduos condenados à pena de morte por crimes que não cometeram. O vice-chefe da ONU argumentou que a prática é injusta e incompatível com os direitos humanos.

No evento, foi lançado o livro “Afastando-se da Pena de Morte: Argumentos, Tendências e Perspectivas”. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, chamou atenção para o fato de pobres, doentes mentais e integrantes de minorias estarem entre os executados.

Mudanças

O alto comissário declarou que enviar alguém para o corredor da morte é “degradante e cruel” em vários sentidos. Zeid Al Hussein disse que em muitos países, a pena de morte é usada em casos que não se enquadram na categoria de “crimes muito graves”.

Ele elogiou a Guiné-Equatorial, o Paquistão e os estados americanos de Washington, Maryland e Connecticut pela decisão recente de estabelecer moratória ou suspender as execuções.

Aos países que ainda praticam a pena capital, Zeid Al Hussein fez um apelo por maior cooperação com o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, que pode fornecer assistência para mudanças nas leis.