FAO espera contribuir na questão do clima, declara diretor da agência

24 setembro 2014

Em entrevista à Rádio ONU, José Graziano da Silva mencionou o desafio de zerar a fome no mundo lançado na Rio+20; ele afirmou ainda que quer aproximar a FAO dos países.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que a segurança alimentar tem que estar no centro de ações de combate à mudança climática.

José Graziano da Silva está em Nova Iorque para participar da Assembleia Geral. Na terça-feira, ele discursou na Cimeira do Clima e disse que os temas estão interligados.

Produção agropecuária

Nesta entrevista à Rádio ONU, o chefe da FAO comentou a cooperação da agência com os demais departamentos da organização.

“A FAO está se proprondo a ser a secretaria técnica do que nós chamamos Climate Smart Agriculture. É um documento que a FAO lançou há quatro anos atrás, 2010, propondo este conceito de medidas inteligentes de reduzir a emissão de gases e de adaptar para os efeitos do câmbio climático, de modo a assegurar que podemos obter alimentos para todos no futuro (...) E esperamos que a FAO possa daqui pra frente contribuir sistematicamente nesta área do clima, das adaptações necessárias à produção agropecuária.”

O último relatório da ONU sobre a fome no mundo, lançado na semana passada, aponta que o número de pessoas passando por fome crônica foi reduzido em 100 milhões na última década. Mas 805 milhões de pessoas ainda não têm o que comer regularmente.

Rio+20

Nesta terça-feira, Graziano afirmou que a fome persiste apesar de o planeta produzir alimentos necessários para toda a humanidade. Ele declarou que as pessoas têm fome não porque a comida não está disponível, mas porque não têm acesso a ela.

Durante a entrevista à Rádio ONU, o chefe da FAO mencionou o desafio Desafio Fome Zero.

“Que é o desafio de zerar a fome no mundo que o secretário-geral Ban Ki-moon lançou durante a Rio+20 e a FAO está impulsionando isso mundialmente. Temos o prazer hoje de ter muitos países em todas as regiões do mundo adotando esse desafio e compartilhando os esforços com outros países.”

Graziano da Silva disse que a agência está trabalhando para promover ações conjuntas com países que não têm representação em Roma. Ele afirmou que “quer aproximar a FAO dos países”.

 

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