Sudão do Sul terá mais de 1,5 milhão a enfrentar insegurança alimentar

24 setembro 2014

Unicef precisa urgentemente de mais US$ 25 milhões para auxílio até dezembro; taxas de desnutrição aguda em crianças ultrapassam os níveis de emergência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Cerca de 1,5 milhão de sul-sudaneses devem enfrentar situação de crise e emergência nos níveis de insegurança alimentar até ao fim do ano.

Para continuar a prestar auxílio alimentar no país africano, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que precisa urgentemente de mais US$ 25 milhões.

Projeção

A classificação Integrada de Fases de Insegurança Alimentar, com a sigla em inglês IPC, prevê avanços em relação à última projeção para os meses de colheita. Nesta quarta-feira, a entidade lançou um informe que atribui o facto a melhorias na assistência humanitária em algumas áreas.

Mas o Unicef quer impulsionar a sua resposta nas áreas de nutrição e de distribuição de suprimentos nutricionais essenciais durante a chamada estação seca.

O alerta da agência é que dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos continuam em risco de morte devido à desnutrição

Doenças

Apesar de os especialistas do IPC terem previsto melhorias temporárias na situação de segurança alimentar no Sudão do Sul, a desnutrição, especialmente entre crianças, não regista melhorias.

As causas são as altas taxas de doenças, a falta de água potável e o fraco acesso aos cuidados básicos de saúde. A diarreia e outras doenças impedem absorção de nutrientes. Daí os níveis de desnutrição infantil onde há maior acesso a alimentos.

Deslocados

Mais de metade dos 1,4 milhões residentes das áreas afetadas por conflitos são crianças, especialmente entre os deslocados internos. Os índices de desnutrição nas crianças estão em níveis considerados críticos ou graves na maior parte do país.

Em áreas onde vive grande número de deslocados do conflito, as taxas de desnutrição aguda em menores ultrapassam os 30%, mais do que os níveis de emergência oficialmente reconhecidos.

O acesso da ajuda humanitária às crianças desnutridas é considerado um grande desafio devido ao corte de estradas como resultado da insegurança e da estação das chuvas.

 

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