Países precisam ampliar proteção de idosos com demência, diz relatora
BR

19 setembro 2014

Rosa Kornfeld-Matte é especialista independente da ONU para os direitos das pessoas idosas; para marcar o Dia Mundial do Alzheimer, ela pede fim do estigma, da discriminação e da negligência.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Uma especialista das Nações Unidas está pedindo aos países que façam mais para proteger idosos com demência do estigma, da discriminação e da negligência.

A mensagem de Rosa Kornfeld-Matte antecede o Dia Mundial do Alzheimer, assinalado no domingo, 21 de setembro. Ela é relatora independente para os direitos das pessoas idosas.

Responsabilidade

São 35,6 milhões de pessoas no mundo com demência e este total pode triplicar até 2050.

Segundo a especialista, “toda a sociedade é responsável pelo bem-estar dos mais velhos com demência e deve encontrar soluções abrangentes” para o problema.

Rosa Kornfeld-Matte destaca que a demência não deve ser considerada uma etapa normal no processo de envelhecimento, por ser uma doença resultante de vários fatores.

Plano de Ação

A relatora da ONU pede aos países que aumentem a conscientização sobre a demência e que adotem uma medida para proteger os direitos e a dignidade dos idosos com a doença.

De acordo com Rosa Kornfeld-Matte, quem sofre de Alzheimer ou outras formas de demência enfrenta violações dos direitos humanos, discriminação e abusos.

Pela falta de autonomia, essas pessoas vão perdendo aos poucos seus direitos políticos, civis, econômicos, sociais e culturais, destacou a relatora.

Kornfeld-Matte quer ação dos países para garantir aos idosos com demência participação na vida pública, com apoio técnico e humano para facilitar a vida dos pacientes.

 

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