Conselho de Segurança condena assassinato de britânico por extremistas
BR

15 setembro 2014

David Haines, que era trabalhador humanitário, foi decaptado pelo grupo Estado Islâmico; integrantes do Conselho reafirmaram que os extremistas devem ser derrotados e os responsáveis pelos crimes levados à justiça.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança condenou de forma veemente o assassinato do trabalhador humanitário britânico, David Haines, pelo grupo Estado Islâmico, EI, também chamado de Isil.

Os membros do conselho disseram que o crime representa uma trágica lembrança dos perigos que o pessoal humanitário enfrenta diariamente na Síria. O caso demonstra também a brutalidade dos extremistas, que são responsáveis por milhares de abusos contra a população síria e iraquiana.

Intimidação

Segundo as agências de notícias, o grupo Estado Islâmico divulgou no último dia 13 um vídeo mostrando o assassinato de Haines e dizendo que a execução foi uma retaliação ao envio de armas pelo governo britânico aos curdos, que lutam contra os extremistas.

Os Estados-membros reafirmaram que o EI deve ser derrotado e que o ódio, a violência e a intolerância que o grupo defende têm de acabar. Para o Conselho de Segurança, os contínuos casos de barbárie executados pelo Isil não intimidam.

Segundo o órgão, eles aumentam a disposição dos países para realizar um esforço comum entre governos e instituições para combater não só o Estado Islâmico, mas também a Frente Al-Nusra e todos os outros grupos e indivíduos associados à rede Al-Qaeda.

Libertação Imediata

Os integrantes do Conselho de Segurança exigiram a libertação imediata, segura e incondicional de todas as pessoas mantidas em cativeiro pelos extremistas.

Eles citaram ainda a resolução 2175, que exige que todas as partes envolvidas em conflitos armados devem respeitar e proteger os trabalhadores humanitários.

Os Estados-membros querem que os responsáveis por esses atos terroristas sejam levados à justiça e reafirmaram a necessidade da comunidade internacional de combater, de acordo com a Carta das Nações Unidas, as ameaças à paz e à segurança internacionais.