Agências querem mais apoios após ameaça de insegurança alimentar na Somália

10 setembro 2014

Fundo de Emergência já doou US$ 20 milhões ao país; receio é que nação do Corno de África volte a registar fome que há três anos matou 250 mil pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas concederam US$ 20 milhões para ajudar a fornecer auxílio essencial na Somália. O montante, anunciado esta semana, foi alocado através do Fundo Central de Respostas de Emergência, Cerf.

De acordo com a organização, mais de 1 milhão de pessoas enfrentam insegurança alimentar grave no país, numa situação que “começa a assemelhar-se à do período anterior à fome em 2011.”

Resposta

Mas agências humanitárias advertem que o valor não será suficiente para pôr fim a uma crise que se aprofunda.

O representante do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, na Somália, disse que os fundos são fundamentais para a resposta humanitária. Mas segundo Foroogh  Foyouzat ainda há um longo caminho a percorrer para resolver várias necessidades mais críticas.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 3 milhões de pessoas dependem de ajuda humanitária no país.

Água e Saneamento

Mais de 200 mil crianças, menores de cinco anos, precisam urgentemente de rações alimentares suplementares e de acesso à água potável e saneamento. Estima-se que 40 mil desses menores estejam gravemente desnutridos e podem morrer caso não recebam tratamento médico e alimentação terapêutica.

A combinação de instabilidade, seca e aumento dos preços alimentares está a ameaçar gravemente os deslocados internos e outros grupos vulneráveis no país.

Há três anos, a fome matou 250 mil pessoas na Somália. De acordo com a ONU, após dois anos de melhorias modestas a situação move-se novamente para  carência.

*Apresentacão: Denise Costa.