Conselho de Segurança discute surto de ébola na Libéria

9 setembro 2014

Chefe da Unmil diz que missão de paz quer que seja evitado o “isolamento internacional”; país registou mais de 2070 casos e 1,2 mil mortes devido à doença.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta segunda-feira para discutir a situação de ébola na Libéria. O enfoque da sessão foi o surto de ébola no país.

A representante do secretário-geral e chefe da Missão das Nações Unidas na Libéria, Unmil, Karin Landgren, falou aos integrantes do órgão.

Missão da ONU

Ela afirmou que as pessoas no país enfrentam sua maior ameaça desde a guerra e que a epidemia de ébola tem sido “impiedosa”.

A chefe da Unmil mencionou que segundo o Ministério da Saúde, o número de casos relatados da doença é maior que 2070, com mais de 1,2 mil mortes. De acordo com Landgren, trata-se de um valor subestimado.

Pelo menos 160 profissionais de saúde contraíram a doença e 80 morreram. Quatro novos centros serão abertos em Monróvia, o que vai elevar o número de leitos para 500, apenas na capital. Entretanto, de acordo com a representante do secretário-geral, o número ainda não pode responder inteiramente às necessidades.

Karin Landgren afirmou que “a velocidade e escala da perda de vidas e as consequências de segurança, económicas, sociais e políticas da crise”  estão a afetar a Libéria “profundamente”.

Ela mencionou que a Unmil e a ONU, de forma mais geral, têm defendido que seja evitado o “isolamento internacional” do país. A representante do secretário-geral afirmou ainda que esta epidemia de “escala sem precedentes” seria um “desafio para qualquer governo e qualquer sociedade”.

*Apresentação: Eleutério Guevane.