Monitores da ONU vão acompanhar troca de prisioneiros na Ucrânia

8 setembro 2014

Violência levou a deslocamento do sudeste da Ucrânia para a Crimeia. Entre meados de julho e agosto, número subiu de 11 mil para cerca de 17, 2 mil.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

As Nações Unidas disseram que os seus monitores serão envolvidos na troca de listas de prisioneiros e na prestação de informações sobre os desaparecidos no conflito entre o Governo da Ucrânia e grupos armados.

A informação foi dada esta segunda-feira, em Viena, pelo secretário-geral assistente para os Direitos Humanos, numa reunião da Organização de Segurança e Cooperação Europeia, Ocde.

Cruz Vermelha

Ivan Simonovic disse ter recebido garantias de cooperação pelas partes, para a ações que além de envolver a missão de observação da ONU, incluiriam a Cruz Vermelha.

O pronunciamento foi feito no dia em que agências de notícias citaram o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, a anunciar que rebeldes pró-russos teriam libertado 1,2 mil prisioneiros.

De acordo com as informações das agências, o ato seguiu-se a um acordo de cessar-fogo de sexta-feira que incluía a troca de prisioneiros.

Confiança 

Simonovic disse que visitas regulares aos detidos também são contempladas como um dos direitos humanos adicionais e como medidas de confiança com base no direito humanitário.

O responsável disse esperar que tais ações ajudem a aliviar o sofrimento humano e a pavimentar o caminho para o diálogo político significativo e uma solução pacífica para o conflito.

Simonovic considerou encorajadoras as discussões de alto nível sobre o cessar-fogo. Mas alertou para um deslocamento do sudeste da Ucrânia para a Crimeia. Num mês o número subiu de 11 mil para cerca de 17, 2 mil.

Pressões

As razões para o fenómeno incluem pressões legais, incerteza e medo quanto à situação dos direitos humanos e do respeito dos direitos da população de tártaros da Crimeia.

Fez alusão à fuga de cerca de metade da população de Luhansk e um terço de Donetsk que compõem os mais de 200 mil deslocados internos do leste.

Mas apontou relatos preocupantes de violações cometidas por batalhões sob controlo do governo como detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados e tortura.